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Confesso que fiquei um pouco relutante em ler esse livro de primeira, sempre deixava para comprá-lo outra hora, outros livros eram prioridade, não caberia em meu armário e coisas do tipo por causa de muitas resenhas negativas... Confesso também que comprei o livro há meses sem saber exatamente sobre o que falava. Um grande erro que quase sempre cometo, não olhar as sinopses nem resenhas de livros em sites. Então, quando comecei a ler compreendi finalmente porque Holly Black era Holly Black. Uma boa surpresa, devo confessar...Sinopse copiada da Americanas: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair.
Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.
A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.
Antes de pegar esse livro para ler estava em uma leitura enfadonha de "O Nome Do Vento", de Patrick Rotfhfuss, cuja história recebeu certo clamor internacional. Interrompi a história exatamente na metade do livro. Cansada de ler um livro de mais de seiscentas páginas(percebam a que pé anda também as Crõnicas de Gelo e Fogo) resolvi pegar um livro qualquer do armário e fui ler. No primeiro dia acabei lendo cem páginas em menos de duas horas. Chocada! A linguagem é fluida e prática, bem jovial mesmo, e apesar de inúmeras histórias sobre vampiros que existem espalhadas atualmente, Black conseguiu mostrar um lado totalmente original em sua história.
Vivendo em mundo sob constantes ameaças vampíricas e tentando conter uma epidemia espalhada há quase uma década por vampiros, eles resolveram criar cidades muradas para conter todos os vampiros e infectados pelo "vírus" e afastá-los dos humanos.
A história começa logo em um ambiente pós-festa onde Tana acorda dentro de uma banheira, aparentemente desmaiada após muita bebida. Assustada e apavorada com o ambiente que encontra ao sair do banheiro na fazenda de um colega, ela resolve entrar em Coldtown com o ex-namorado infectado e um vampiro extremamente charmoso com medo de estar infectada após ser arranhada.
A história é encantadora ao seu modo, com vampiros blogueiros que compartilham de tudo dentro de da maior Coldtown do país, pessoas que são fissuradas com a "vida eterna" tentando entrar na cidade e muitas festas incrivelmente tentadoras e suculentas. Tana é aquela personagem que dá gosto de acompanhar e apesar dos comentários negativos sobre a obra, achei tudo muito interessante e a forma como Holly apresentou-nos tanto os vampiros como os métodos de afastá-los e matá-los, seja com estacas de madeira banhadas em óleo de rosas selvagens que matam se perfurarem o coração ou com símbolos pintados nas casas para não deixá-los entrar, senti que estava lendo a mitologia básica sobre vampiros em uma roupagem urbana e totalmente cativante.
Recomendo a leitura!
